sábado, 29 de novembro de 2008

Senhor de tudo.

É preciso muita coragem... Colocar um amor à prova é tarefa que cabe ao Tempo... Senhor de Tudo!... Não a nós, seres imperfeitos e incapazes de uma avaliação sem mácula. Sempre tendenciamos ao nosso entendimento momentâneo, sem critério eterno. O Tempo sim tem visão do que sempre foi e será! Ele tem a sabedoria do início e fim. Sabe pra onde está indo e de onde nasceu aquele sentimento que toma conta sem pedir licença, que entra, invade e possui com a certeza de que é soberano! Não olha pros lados, sequer vacila e segue em frente com a maestria de quem rege a música da nossa vida, de quem acende o fogo que arde por toda pele quando pára a eternidade num segundo de um toque... um abraço... um beijo!... O Tempo é quem deve decidir quando esse amor vai embora entrar em outro corpo, possuir outro ser e fazer daquela outra vida seu novo habitat. Não eu, um simples humano de infinitos erros e tropeços!... E sendo assim, é preciso muita coragem pra decidir enfrentar quem nos preparou pra ser seu instrumento de glória e paixão. Uma coragem desmedida e frágil diante de tamanha superioridade! Acho que o Tempo se ri de tal absurdo!... Quem se atreve a desafiá-lo? Quem seria tão poderoso a ponto de colocar um fim na história que Ele ainda não decidiu encerrar? Quem?... Ainda capítulos podem ser escritos, personagens adicionados e tramas inesperadas podem mudar o curso do enredo. É preciso muita coragem... Uma coragem tão louca que pode se confundir com sabedoria. Se mascara com o véu da integridade, da polidez, da certeza, mas que apenas mostra nossa imaturidade!... Que advinho teria o poder de predizer a morte de um amor, senão o Tempo?... Eu já me fiz seu escravo! Já me dei e serei seu cavalo, seu templo, seu instrumento!... Já me perdoei por tentar enfrentá-lo e desrespeitá-lo ou até entendê-lo!... Não mais me colocarei contra o que Ele mandar que meus sentidos sintam!... Serei seu súdito e seguidor fiel!... Provei o fel da saudade amarga, pela força da sua vontade!... Posso ter a coragem correndo em minhas veias, mas não posso ir contra Aquele que faz bater meu coração!.. Sei que o Tempo me dirá com sua gentileza quando esse sentimento tiver que morrer. Não será como um raio, não!... Assim é Seu jeito de colocar o amor em mim. Quando tiver que sair será sutil como viver o outono e ver as flores que um dia deram seu perfume, caindo bem devagar... Será lindo, não triste. Nem um segundo antes, nem um segundo depois. Será no tempo certo!...

Um comentário:

Ale Bispo disse...

Acho que o Tempo se ri de tal absurdo!... Quem se atreve a desafiá-lo?

As vezes me senti marionete deste que você fala Tempo.

Eu me atrevo sim a desafia-lo porque as vezes não são Mar de rosas que ele coloca em nosso caminho e sim uma rua de espinhos que faço questão de virar a esquina da sabedoria e sair pela tangente!!

O tempo ri sim !!!